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Projeto "Polinizadores" da Cooperams é contemplado com recurso do Governo do Estado

Data: 22/11/2021 10:05

Autor: OCB/MS

Semana passada, treze instituições do terceiro setor foram contempladas, com R$ 1,6 milhão do Funles, o Fundo Estadual de Defesa e Reparação de Direitos Difusos e Lesados, para executar projetos sociais nas áreas educacional, ambiental e de economia solidária, entre outras. Dentre elas a Cooperativa regional de apicultura de MS (COOPERAMS) com o projeto "Polinizadores" (R$ 144,1 mil);

 

O repasse dos recursos foi oficializado em cerimônia realizada na Governadoria, com as presenças do governador Reinaldo Azambuja, do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e do promotor de Justiça Luciano Loubet, representante do Ministério Público Estadual (MPMS).

 

"Esse ano foram 57 bons projetos inscritos no edital do Funles, 13 deles foram qualificados. A gente está em busca de fortalecer o Fundo. Quanto mais recursos forem destinados pelo judiciário e pelo Ministério Público, mais entidades serão contempladas e teremos um terceiro setor mais ativo", destacou Reinaldo Azambuja.

O Funles foi criado em 1996 para ressarcir a sociedade por danos causados ao meio ambiente e aos bens e direitos de valor artístico, histórico, estético, turístico e paisagístico, além do patrimônio público e de outros interesses difusos e coletivos.

Abastecido com recursos de condenações judiciais, de multa judiciárias, indenizações e compensações previstas em acordos coletivos, o Fundo chegou a ficar parado por 11 anos, de 2004 a 2015, mesmo tendo R$ 2 milhões disponíveis para projetos.

"Nós tínhamos um fundo que não funcionava. Eu, pessoalmente, junto a vários colegas, por muitas vezes disse 'não manda dinheiro para esse fundo porque vai para lá e não volta'. Mas nós conseguimos a reativar. Hoje, o Funles tem credibilidade junto aos juízes e promotores de justiça que são os principais atores que remetem recursos para ele", disse Luciano Loubet.

"Quando assumimos em 2015 ele estava todo esse período sem funcionamento. Existia disponibilidade de recurso, mas não havia nenhum edital. Então, reorganizamos esse Fundo e começamos a lançar uma série de editais. Esse é nosso terceiro edital, que teve boa adesão da sociedade civil", contou o secretário Jaime Verruck, que administra o Funles.

Desde que foi reativado, o Funles lançou três editais e distribuiu R$ 4 milhões em incentivos. Atualmente, ele tem R$ 6 milhões para projetos que serão apoiados através de novos editais.

Beneficiados

Os 13 projetos selecionados em 2021 terão a execução dos processos acompanhada por servidores da Semagro. As instituições devem prestar contas de todo valor recebido. O prazo de vigência dos convênios é de 12 meses. Os aprovados são:

  • Associação Pestalozzi de Campo Grande com o projeto "Educação eco ambiental e artística à serviço da ressignificação da pessoa com deficiência" (R$ 150 mil);
  • Associação de capacitação e instrução de economia solidária do povo (ACIESP) com o projeto "Alinhavando sonhos" (R$ 145 mil);
  • União dos deficientes físicos de Iguatemi (UNIFIG) com o projeto "Implantação do centro de equoterapia da UNIFIG" (R$ 150 mil);
  • Instituto de arte, cultura e desenvolvimento (RESSOARTE) com o projeto "Orquestra Indígena Teko Arandú" (R$ 100 mil);
  • Cooperativa de catadores materiais recicláveis de Alcinópolis (COOPERCAL) com o projeto "Reciclando o futuro" (R$ 42,1 mil);
  • Fundação Anália Franco de Maracaju com o projeto "Piscina Vida Ativa" (R$ 133,5 mil);
  • Instituto das águas da Serra de Bodoquena (IASB) com o projeto "Águas de Bonito-Nascentes" (R$ 150 mil);
  • Associação leste pantaneira de apicultores (ALESPANA) com o projeto "Meliponicultura e conservação de abelhas nativas sem ferrão" (R$ 109 mil);
  • Associação Lar do Pequeno Assis com o projeto "A arte é uma esperança" (R$ 140 mil);
  • Associação Cultural Casulo com o projeto "Literatura oral Kaiówa - O patrimônio sul-mato-grossense para ver e ouvir" (R$ 139.8 mil);
  • Cooperativa regional de apicultura de MS (COOPERAMS) com o projeto "Polinizadores" (R$ 144,1 mil);
  • Instituto de Desenvolvimento Educacional Alexandrina Carlos Pinheiro com o projeto "Do nosso jeito - em busca do ser sul-mato-grossense" (R$ 149,3 mil);
  • Centro de Pesquisas Indigenistas (CAPI) com o projeto "Ja’e" (R$ 46,8 mil).

 

Segundo Cristina Ramirez Ferraz, responsável pelo projeto na Cooperativa, a sociedade conhece pouco sobre as abelhas, por exemplo, as maiores responsáveis pela polinização das espécies produtoras de alimentos, se restringe a que estas são responsáveis pela produção de mel, que possuem ferrão e que podem ser perigosas ao homem e animais em função do veneno que poderão injetar. É necessário, portanto, mostrar que existem no Brasil centenas de outras espécies além da abelha melífera (Apis melífera) que desempenham importantes papéis na polinização e na manutenção dos ecossistemas e no aumento da produtividade da agricultura e na produção de alimentos.

“Conscientizar jovens de Três Lagoas nas áreas urbana e rural sobre a importância dos polinizadores, bem como promover iniciativas que contribuam e fortaleçam a presença de polinizadores, particularmente abelhas sem ferrão, em áreas urbanas e rurais por meio de atividades educativas e de captura e instalação de colmeias em equipamentos públicos e áreas públicas (escolas, praças, parques etc.)”, explica.

Pretende-se com o projeto promover 50 oficinas em um ano em escolas municipais e estaduais de Três Lagoas apresentando a importância dos polinizadores para o meio ambiente através de oficinas e demonstração de uma colmeia real.

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